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Desde cedo, Diego
mostrou que tinha talento para o futebol. Aos 6 anos, começou a treinar nas
equipes de base do Comercial F.C., de Ribeirão Preto, e comandado pelo seu
primeiro técnico, Pedro Cardelli, o Pedrão, foi destaque em diversos
campeonatos municipais e regionais que disputou. "No Comercial aprimorei
meus fundamentos e me desenvolvi tanto como atleta como pessoa", afirma o
jogador, que passou cinco anos nas escolinhas do Bafo.
Quando tinha 9 anos, foi convidado pela equipe do Paulistinha de São Carlos,
na época presidido pelo Sr. Marivaldo Carlos Degan, para participar de
torneios na Argentina e no Chile, iniciando assim, sua carreira
internacional. "Me recordo muito deste campeonato porque ficamos em casas
humildes e fazia muito frio por lá, mas os jogos foram legais e ganhei um
pouco de experiência".
Aos 11 anos, Diego foi convidado pelo técnico das categorias de base do
Santos Futebol Clube, professor Eduardo Jenner, para participar de testes,
onde foi aprovado. "Escolhi o Santos porque a equipe me agradou em todos os
sentidos. Fui muito bem recebido pelo pessoal de lá e fiz muitas amizades
logo no começo."
Em 1996, mudou-se para o litoral e passou a treinar nas categorias de base
do Peixe. "No começo foi difícil. Pensei até em desistir quando tive que
escolher entre ficar lá sozinho ou voltar com minha família para Ribeirão
Preto, mas com o incentivo dos meus pais e do meu técnico Eduardo Jenner
consegui me estabelecer", conta o craque que levou para o litoral o sonho de
ser jogador de futebol profissional.
Santos e Porto
Diego foi promovido ao elenco profissional do Santos F.C. em 2001 (aos 16
anos de idade), pelo técnico Celso Rott e dando continuidade, após sua
saída, com o professor Émerson Leão. A reformulação no time principal
prestigiava as pratas da casa, e, de todas elas, a mais reluzente era o meia
de Ribeirão Preto. E, logo que participou de seu primeiro campeonato como
profissional, Diego faturou o troféu de Campeão Brasileiro. Em apenas 27
partidas o líder da equipe marcou 10 gols, entre eles o que eliminou o São
Paulo, em pleno Morumbi, nas quartas-de-final. O menino formado na Vila
Belmiro começava a encantar o país.
No ano seguinte, o camisa 10 santista teria novos desafios e decerto
passaria a sofrer maior carga de cobrança. Afinal de contas, já ostentava,
aos 17 anos, um título nacional. Jogando a Taça Libertadores, Diego
colaborou para que a equipe da Vila Belmiro chegasse à final ao anotar
quatro gols em 14 jogos, além de dar aos companheiros inúmeras assistências,
as quais lhe renderam o prêmio de jogador mais criativo da competição.
Corria à época o Campeonato Brasileiro e depois de um início instável na
competição, o Santos foi aos poucos se recuperando, apoiado em seu camisa
10. Embora na metade da competição o bi-brasileiro parecesse um desejo
inatingível, o Santos conseguiu reduzir a diferença em relação ao líder a
ponto de chegar com chances reais de título nas últimas rodadas. Terminou em
segundo. Diego, naquele momento, já era presença certa nas listas de
convocação da Seleção Brasileira adulta.
Em 2004, Diego participou novamente de uma edição da taça Libertadores.
Marcou quatro gols em nove jogos e ajudou o Santos a atingir as
quartas-de-final. No Campeonato Nacional, sob orientação do técnico
Vanderlei Luxemburgo, foi elevado aos posto de capitão da equipe. Disputou
nove jogos e balançou as redes em quatro oportunidades antes de, em agosto,
transferir-se para o Futebol Clube do Porto, de Portugal.
Nem bem havia chegado à terrinha assumiu a condição de titular do Porto,
então campeão nacional e europeu. Recebido como a grande contratação da
temporada, era o meia jovem, talentoso e decisivo que chegaria para ocupar o
lugar de Deco, ídolo portista de outrora.
Em um de seus primeiros jogos com a nova camisa, na partida em que seu time
venceu o arqui-rival Benfica, conquistou a Super Taça de Portugal. Por conta
de suas boas atuações no Português e na Copa dos Campeões foi agraciado
pelos torcedores do Porto com o "Troféu Dragão".
Ainda em 2004, Diego disputou a partida que definiu o Mundial Interclubes,
que reuniu o campeão europeu, o Porto FC, e o campeão da América do Sul,
representado pelo Once Caldas, da Colômbia, sagrando-se Campeão pela Copa
Toyota.
Diego é mesmo um
fenômeno. Aos 19 anos, profissional desde fevereiro de 2002, o atleta fez 38
gols pelo Santos, 23 pela seleção brasileira sub-17 e 5 gols pela seleção
sub-23. Atualmente joga no Futebol Clube do Porto, clube pelo qual já
conquistou a Super Copa do país, o Mundial Interclubes (Copa Toyota) e
ganhou o Troféu Dragão, símbolo máximo da equipe portuguesa entregue ao
meia-atacante pelas suas boas atuações no Campeonato Nacional. Pela seleção
brasileira, Diego conquistou a Copa América de 2004. Neste mesmo ano, Diego
ainda participou jogando o primeiro turno pelo Santos, ajudando o time a
conquistar o título de Campeão Brasileiro de 2004. A partir de agora, você
vai viajar pela vida e história do craque Diego.
Fonte:
www.diego10.com.br
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